VIVA UM DIA DE CADA VEZ
Este Blog é uma homenagem a uma pessoa amiga que embora com sua idade avançada meu deu um exemplo maravilhoso que não ter medo de nada e sim aproveite o dia de hoje como se fosse o último ela se chama CLARA MAHLER que agora não está mais entre nós que deus esteja contigo minha amiga.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
O GIRASSOL
ASSIM COMO UM GIRASSOL ESCOLHE SEMPRE ESTAR VOLTADO PARA O SOL, ESCOLHA FOCALIZAR O LADO MELHOR, MAIS BONITO, MAIS LUMINOSO E VIBRANTE DAS COISAS QUE LHE ACONTECEM.
NOSSA PERCEPÇÃO É SELETIVA, NÓS "FOCALIZAMOS" O QUE QUEREMOS VER E DEIXAMOS DE PERCEBER O RESTANTE.
VOCÊ JÁ REPAROU COMO É FÁCIL FICAR DE BAIXO ASTRAL?
UMA CONTA PARA PAGAR...
NÃO GANHAR TODO O DINHEIRO DE QUE SE PRECISA...
NÃO TER A APARÊNCIA QUE SE GOSTARIA DE TER...
NÃO SER VALORIZADA NO TRABALHO...
NÃO TER ENCONTRADO O SUCESSO, OU UM GRANDE AMOR...
É POR ISSO QUE FREQUENTEMENTE NÃO NOS SENTIMOS BEM. DEPOSITAMOS NOSSA ATENÇÃO NO QUE NOS FALTA, NO QUE NOS MAGOA... E OCUPAMOS NOSSA MENTE COM PENSAMENTOS PREOCUPANTES SOBRE O FUTURO. ENFIM, DEIXAMOS A NOSSA MENTE À DERIVA, TORTURADA POR PENSAMENTOS NEGATIVOS QUE NOS DOMINAM.
NA VERDADE A MAIOR PARTE DO TEMPO, ESTAMOS LUTANDO COM A VIDA, NÃO ACEITANDO O QUE ELA NOS TRAZ... E QUANDO NÃO ACEITAMOS AQUILO QUE É, E NOS CONCENTRAMOS NO QUE DEVERIA SER, NOS FRUSTRAMOS, SOFREMOS CADA VEZ MAIS, AO PONTO DE PERDEMOS O SENTIDO DA EXISTÊNCIA...
É JUSTAMENTE QUANDO ESTAMOS FRUSTRADOS E INSATISFEITOS, QUE PRECISAMOS LEMBRAR QUE POSSUÍMOS UMA ANTENA INTERNA - A ATENÇÃO - CAPAZ DE CAPTAR O LADO BOM DA VIDA. EXATAMENTE COMO NA NATUREZA, FAZ O GIRASSOL.
O GIRASSOL SE VOLTA PARA ONDE O SOL ESTIVER, MESMO QUE ESTE ESTEJA ESCONDIDO ATRÁS DE UMA NUVEM. ELE ESTÁ SEMPRE EM BUSCA DA LUZ, DA VITALIDADE, DA FORÇA, DA BELEZA.
SABER CAPTAR O LADO LUMINOSO DA VIDA SIGNIFICA APRENDERMOS A VALORIZAR TUDO DE BOM QUE JÁ RECEBEMOS E TAMBÉM A SERMOS GRATOS POR ISSO...
APRECIAR E AGRADECER O CARINHO, O AFETO, OS GESTOS DE ATENÇÃO E DELICADEZA OFERECIDOS PELOS AMIGOS, FILHOS, PAIS, NAMORADOS. APRECIAR O SORRISO LUMINOSO DE ALGUÉM QUE VOCÊ GOSTA. APRECIAR UM GESTO DE GENTILEZA, UMA PALAVRA DE ESTÍMULO DO SEU COLEGA DE TRABALHO, DO SEU VIZINHO...
APRECIAR TODO CONTATO HUMANO QUE LHE TROUXE CONFORTO, NOVO ÂNIMO... APRECIAR TODO APOIO QUE A VIDA LHE DEU, DE TANTAS FORMAS MISTERIOSAS, QUANDO PRECISOU... APRECIAR E AGRADECER PORQUE A VIDA É AMOR, E SEMPRE A PROTEGEU, REALIZOU SEUS DESEJOS MAIS PROFUNDOS, TOMOU CONTA DE SEUS INTERESSES E SUAS VERDADEIRAS NECESSIDADES...
SER APRENDIZ DE GIRASSOL, NÃO É FÁCIL!
INFELIZMENTE A MAIORIA DE NÓS, NÃO FOI PREPARADA PARA BUSCAR O LADO LUZ DA VIDA, E VIVE SE DEBATENDO NA OBSCURA ZONA DOS CONDICIONAMENTOS SUBCONSCIENTES E DOS PENSAMENTOS DESTRUTIVOS!
DAQUI PRA FRENTE, QUANDO PERCEBER QUE ESTÁ DESANIMADA, REVOLTADA OU DEPRIMIDA, QUE POSSA SE LEMBRAR DE SER GIRASSOL.
SELECIONE O MELHOR DO SEU MUNDO, VALORIZE TUDO O QUE DE BONITO E BOM QUE EXISTE NELE!
ACREDITE NO PODER DA LUZ PARA NEUTRALIZAR QUALQUER SITUAÇÃO ADVERSA E TRANSFORMAR SUA VIDA EM UMA VERDADEIRA OBRA-PRIMA!
ASSIM, COMEÇARÁ A RETER FORÇA, VITALIDADE E ALEGRIA DENTRO DE VOCÊ.
E COMO O GIRASSOL, ESTARÁ DE BEM COM A GRANDE FESTA COLORIDA QUE É A VIDA!
(Autor Desconhecido)
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domingo, 10 de junho de 2012
A claridade, que insiste entrar por entre as frestas da janela, anuncia que um novo dia começa.
A luz matinal, que faz abrir flores, que modifica o funcionamento de nosso organismo, nos chama, nos convida a acordar.
Depois do devido descanso do corpo mais uma oportunidade se apresenta: a de iniciarmos um dia produtivo com o compromisso de seguirmos na direção do bem.
Um dia que deve começar com uma oração agradecendo o repouso seguro e confortável. E pedido por horas de trabalho e de estudo.
Um dia que comece com um afetuoso Bom dia àqueles com quem moramos, pois sempre é tempo de lhes demonstrar nossa afeição.
No contato inicial do dia, com nossos familiares, cada minuto é precioso. Nunca é cedo demais para dizer a eles que os amamos e que, apesar da distância física que os afazeres diários nos impõem, o amor nos mantém ligados.
No trajeto ao trabalho ou ao estudo que nossos pensamentos sejam de ânimo e encorajamento. Jamais de indolência.
Que cada minuto em nossas atividades seja aproveitado adequadamente. Para tal é preciso que nossa mente esteja em sintonia com a tarefa que realizamos.
Não deixemos que nossos pensamentos se distanciem daquilo que fazemos, com a desculpa de cansaço ou falta de concentração. Aquele que assim procede perde, constantemente, oportunidades de se autodisciplinar.
Que cada dificuldade enfrentada seja para nós a oportunidade de crescer, de nos superar. Este deve ser o sentimento a nos acompanhar diariamente.
Um ditado popular muito conhecido traz em si uma grande verdade quando diz que não devemos deixar para amanhã o que podemos fazer hoje.
Obviamente que este ditado não nos deve compelir a abraçar tarefas demais, de forma que nenhuma delas possa ser terminada, pois desta maneira acabaríamos por desperdiçar nosso tempo.
A verdadeira lição é a de tornar os dias produtivos. É a de não desperdiçar tempo útil na falsa ideia de que temos que descansar excessivamente adiando sempre o aprendizado.
Não duvidemos do grande ensinamento que são, para nós, o trabalho e o estudo, os quais, quando bem aproveitados, nos permitem colher frutos suaves e doces.
Há alguns anos, um filme exibido nos cinemas e que fez muito sucesso, tornou conhecida a expressão Carpe diem, do poeta romano Horácio. Tal expressão foi traduzida por alguns como aproveitar o dia, sem pensar no amanhã.
Obviamente esta tradução estimulou apenas aqueles que buscam aproveitar os prazeres do dia, sem nada construir para o amanhã, desperdiçando preciosas oportunidades.
Para todos aqueles que buscam o real crescimento espiritual e moral, a expressão Carpe diem será traduzida como aproveitar, de maneira útil e responsável, cada minuto do dia, nos preparando para um amanhã melhor.
Redação do Momento Espírita.
Em 22.01.2010.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Todos podem ser generosos
Quando tinha treze anos, Severino saiu de Olho D’água Seco, no sertão de Pernambuco, para morar com um tio na capital, Recife.
Certo dia perdeu-se na cidade grande. Sem saber ler, não conseguia encontrar o caminho de volta olhando as placas e o nome das ruas. Era como se fosse cego, diz.
Quando, afinal, achou o endereço, pediu ao tio para lhe comprar uma cartilha de alfabetização. Sozinho, aprendeu a ler e a escrever. Um ano depois, voltou ao sertão e tratou de ensinar o que sabia à irmã.
Não era muito, mas era o bastante. Depois, improvisou uma escolinha para alfabetizar outros moradores. Já tinha ensinadoduzentas e trinta e uma pessoas a ler quando deixou Pernambuco, há vinte e quatro anos, por uma vida melhor em São Paulo.
Durante a viagem, ensinou mais doze conterrâneos a assinar o próprio nome.
Gosto de passar adiante tudo o que aprendo. Não vou levar nada para o caixão. Então tenho de compartilhar o que sei com quem precisa, senão esse conhecimento morre comigo, conta ele.
* * *
Estamos acostumados a reconhecer a generosidade em gestos grandiosos como o de Bill Gates, fundador da Microsoft e um dos homens mais ricos do planeta, que doouvinte e nove bilhões de dólares à instituição de combate à pobreza que fundou com a mulher, Melinda.
Mas a história de Severino não deixa dúvida de que a generosidade pode ser praticada mesmo por quem tem pouco ou quase nada – e de várias formas, muito além de dar bens que sobram.
Alguns exemplos são:Antônio, um desembargador de justiça, que conta histórias para crianças num hospital. Élcio, que incentiva a solidariedade na empresa que lidera, e ajudou a fazer dela um dos melhores lugares do mundo para trabalhar.
Juliana e Marina, quefazem as pessoas rir sem pedir nada em troca.
Danielle, que aos sessenta e três anos, ajuda milhares de deficientes visuais a ter acesso a livros.
Todos podemos ser generosos, e se desejamos realmente um mundo melhor, começar pela benevolência nas pequenas coisas, nos gestos singelos, é fundamental.
Em O Livro dos Espíritos, encontramos a Espiritualidade respondendo que o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus é:
Benevolência para com todos, indulgência com as imperfeições alheias e perdão das ofensas.
Assim, percebemos que, no coração generoso, benevolente, está a essência da caridade como nos ensinou o Mestre.
* * *
Você já foi generoso hoje?
Proponha a você mesmo este desafio. Faça este convite. Pratique um ato, pequeno que seja, de generosidade, no dia de hoje e veja os resultados.
Não o resultado do reconhecimento – pois ele quase sempre não vem, e não deve ser nosso foco – mas o resultado em sua alma, em sua alegria interior.
Não há quem resista ao poder sedutor da benevolência. Sempre saímosdiferentes, mais leves, mais felizes.
Dê do pouco que tem, mas dê. Não é necessário ter muito para dar. Dar-se é, certamente, muito mais valioso do que dar coisas.
Doe-se ao outro. Doe-se ao mundo. Doe sua vida ao amor e ganhe a felicidade tão sonhada!
Redação do Momento Espírita com base em artigo da revista
Sorria, v.1, de março/abril de 2008, e no item 886, de O livro dos
Espíritos, de Allan Kardec,
ed .Feb.
Em 30.05.2012.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Nossos pesos
Você se sente, em alguns dias, como se carregasse o peso do mundo?
Sente-se excessivamente cansado, atormentado, assoberbado de tarefas?
Talvez seja interessante refletir um pouco a respeito do que o está deixando tão exausto, quase desencantado da vida.
Conta-se que um conferencista tomou de um copo, nele despejou água e o ergueu, mostrando para a plateia.
Então, lançou a pergunta: Quanto vocês acham que pesa este copo?
As respostas variaram entre vinte e quinhentos gramas.
Bom, completou o conferencista, o peso real do copo não importa.
O que importa é por quanto tempo eu o segurarei levantado. Se o segurar por um minuto, tudo bem. Se o segurar durante um dia inteiro, precisarei de uma ambulância para me socorrer.
O peso é o mesmo, mas quanto mais o seguro, mais pesado ele ficará.
Isso quer dizer que se carregamos nossos pesos o tempo todo, mais cedo ou mais tarde não seremos mais capazes de continuar.
A carga irá se tornando cada vez mais pesada.
É preciso largar o copo, descansar um pouco, antes de segurá-lo novamente.
Temos que deixar a carga de lado, periodicamente. Isso alivia e nos torna capazes de continuar.
Portanto, antes de você voltar para casa, deixe o peso do trabalho num canto. Não o carregue para o lar.
Você poderá retomá-lo, no dia seguinte.
* * *
Há sabedoria nas palavras do conferencista. Por isso mesmo, o Sábio de Nazaré, há mais de dois mil anos recomendou: A cada dia basta sua própria aflição.
Equivale a dizer que devemos saber nos empenhar em algo que precisa ser feito, que exija todo nosso esforço.
Mas que, depois de um tempo, precisamos relaxar, espairecer, trocar de tarefa.
A lei trabalhista estabelece o cômputo de horas ao trabalhador. Também o dia do repouso, das férias.
Na escola, temos horários de estudo, intercalados com intervalos.
Pensemos, portanto, e comecemos a agir com sabedoria. Enquanto no trabalho, todo empenho.
Vencidas as horas de esforço mental ou físico, envolvamo-nos em outra atividade prazerosa.
Busquemos o lar e vivamos, intensamente, com nossos familiares.
Observemos o filho no berço, o outro que ensaia as primeiras letras no papel. Preocupemo-nos em saber se tudo está bem. Conversemos.
Desanuviemos o cenho, agora é o momento da família.
E não esqueçamos de momentos para a oração, para a boa música, a leitura nobre, que nos refaça a intimidade, nos descanse a alma.
Vinculemo-nos a um trabalho voluntário. Cultivemos nosso jardim. Podemos as árvores. Colhamos flores.
Despertemos mais cedo e observemos o nascer do sol. Encantemo-nos com o cair da tarde.
Em suma: vivamos cada momento com todas as nossas energias. Cada momento, sem levar conosco cargas desnecessárias.
Lembremos Jesus: A cada dia basta sua própria aflição.
Redação do Momento Espírita, com base no texto O copo d´água,
de autoria desconhecida.
Em 29.05.2012.
terça-feira, 29 de maio de 2012
Em viagem
A existência terrestre é uma viagem educativa.
Começa na meninice, avança pelos caminhos claros da plenitude física, e altera-se na noite da enfermidade ou da velhice,para renovar-se, além da morte.
Reparemos, pois, como seguimos.
Não nos agarremos aos bens materiais, senão no estritamente necessário para que nos façamos valioso irmão no concurso aos companheiros de jornada e útil a nós mesmos.
Há muitos viajores que sucumbem na caminhada sob pesados madeiros de ouro a que se atam, desorientados.
Não reclamemos devotamento do próximo, e, sim, amemos e auxiliemos a todos os que se aproximem de nós, para que nosso amor não desça do Alto aos tenebrosos despenhadeiros do exclusivismo.
Não prossigamos viagem guardando ressentimento, para que não aconteça de nos prendermos impensadamente aos labirintos do ódio.
Muitos viajantes, a pretexto de fazerem justiça, tombam, insensatos, em escuras armadilhas da crueldade e da intriga, com incalculáveis prejuízos no tempo.
Recordemos que iniciamos a excursão terrestre sem qualquer patrimônio e encontramos carinhosos braços de mãe que nos embalaram, amparando-nos, em nome do Eterno.
Lembremo-nos de que nada possuímos, à frente do Pai Celestial, senão nossa própria alma e, por isso mesmo, só emnossa alma amealharemos o tesouro que a ferrugem não consome e que as traças não roem.
Prazer e dor, simplicidade e complexidade, escassez e abastança, beleza da forma ou tortura do corpo físico, são simplesmente lições.
O caminho do mundo, que atravessamos cada dia, é apenas escola.
Nossos afetos mais doces são companheiros com tarefas diferentes das nossas.
Sigamos sem imposição, sem preguiça, sem queixa nem exigência.
O corpo é nosso veículo santo.
Não lhe desrespeitemos a harmonia.
A experiência é nossa instrutora.
Não lhe menosprezemos o ensinamento.
* * *
Estamos todos em viagem.
Sabemos quando chegamos, mas não conhecemos a data de nossa partida.
Todo tempo aqui deve ser muito bem aproveitado.
Toda companhia, agradável ao coração ou não, merece nosso respeito e atenção, pois não está ali por acaso.
Como viajor que sabe aproveitar as belezas do novo país que conhece, saibamos aprender com a vida, estudá-la em suas mais sutis lições de amor.
Não percamos tempo com implicâncias injustificadas, ódios gratuitos e prazeres efêmeros. A existência é muito maior do que isso.
* * *
Mensagens singelas como esta, num programa de rádio diário, são alertas aos nossos corações. São recados da Espiritualidade Superior que se importa com nossas vidas, e nos deseja ver retornar ao mundo essencial, vitoriosos.
Pensemos nisso.
Pensemos em nossa encarnação todos os dias.
Encontremo-nos todos os dias.
Encontremos o Criador todas as manhãs e noites, e viveremos mais felizes.
Colecionemosmomentos de alegria durante a viagem, construídos pelo amor que cresce em nossa alma aprendiz.
Redação do Momento Espírita com base
no cap. 8, do livro Caridade, pelo Espírito Emmanuel,
psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Ide.
Em 04.06.2012.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Justiça e discurso
As pessoas costumam discursar a respeito da justiça.
Em geral, o que não agrada é tido como injusto.
Esse hábito em muito se assemelha à forma pela qual as crianças veem o mundo.
O discurso infantil é centrado no atendimento dos próprios desejos.
Qualquer obstáculo é visto como indevido.
Essa infantilidade no modo de perceber o mundo se reflete nos mais variados contextos.
No trabalho, o designado para desempenhar uma tarefa árdua ou dar uma notícia desagradável sente-se injustiçado.
Dentre os filhos, se um precisa devotar mais tempo a pais velhos ou enfermos, a percepção costuma ser essa.
Esse sentir focado no egoísmo também assume outros contornos.
Ganha importância na sociedade a cultura da indenização.
Ao menor transtorno, busca-se responsabilizar o pretenso causador.
Em face de desentendimentos, procura-se colocar tudo em pratos limpos.
É como se ninguém estivesse disposto a compreender, a contemporizar e a perdoar.
Contudo, o discurso da busca de justiça muitas vezes disfarça o sentimento de vingança.
No mundo, muitos crimes se praticam sob a justificativa de se estar fazendo ou buscando justiça.
Para quem se afirma cristão, é imperioso refletir um pouco antes de trilhar esse caminho.
Jesus sempre se posicionou com bastante firmeza.
Defendeu a mulher adúltera, em face de quem queria apedrejá-la.
Sustentou com vigor que o templo fosse utilizado de forma santa, em vez de se converter em um mercado.
Ele se mantinha vigilante em todos os atos alusivos à justiça para com os outros.
Nunca lhe faltou coragem e nem capacidade de argumentação.
Contudo, quando encaminhado à cruz, não clamou pela justiça dos homens.
Ao assim agir, sinalizou a grandeza que existe em abdicar das próprias razões, em prol de um objetivo maior.
Por certo, tal atitude não implicou desconsideração para com o trabalho dos juízes honestos no mundo.
Mas estabeleceu um padrão de prudência para todos os discípulos de seu evangelho.
Quando em pauta interesses alheios, é importante atentar para o estrito cumprimento dos imperativos legais.
Entretanto, quando os assuntos difíceis e dolorosos envolvem o eu, convém moderar os impulsos de reivindicação.
A visão humana é incompleta para perceber a extensão dos dramas que se apresentam.
Muitas vezes, a aparente injustiça que se vive representa o resgate de graves equívocos do passado.
É difícil ter certeza quanto à própria posição perante a vida, considerada nos termos mais vastos de várias encarnações.
Na dúvida, a abstenção de reclamos é uma medida a ser considerada.
Antes de discursar contra qualquer injustiça pessoal, pense nisso.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 18, do
livro Missionários da luz, pelo Espírito André Luiz, pela psicografia de
Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.
Em 24.05.2012.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Conforto
Nos dias atuais, a ciência progride vertiginosamente no planeta.
No entanto, à medida que se suprimem os sofrimentos do corpo, multiplicam-se as aflições da alma.
Nos países com padrão social mais elevado, impressiona o crescente número de suicídios.
Os jornais estão cheios de notícias maravilhosas quanto ao progresso material.
Segredos sublimes da natureza são surpreendidos nos domínios do mar, da terra e do ar.
Contudo, a estatística dos crimes humanos segue espantosa.
São frequentes as notícias sobre tragédias conjugais, traições e abandonos.
Parece haver muita sede de liberdade sem responsabilidade.
As criaturas se permitem tristes inquietações sexuais, sem atinar quanto a possíveis limites.
Ao muito se facultarem, no entanto, não se tornam mais pacíficas e felizes.
Ao contrário, sôfregas e inquietas, passam a imagem de uma imensa carência.
Nessa onda de loucuras, surgem novas e intrigantes enfermidades, físicas e psíquicas.
A rigor, o homem moderno não se mostra preparado para viver com conforto.
Ele a cada dia mais domina a paisagem exterior, mas não conhece a si mesmo.
Quando são atendidas as necessidades do corpo, surgem imperiosas as carências da alma.
O conforto humano tende a aumentar naturalmente.
Pouco a pouco, o homem disporá de mais tempo para si.
O trabalho se tornará cada vez mais intelectualizado e eficiente.
A democratização das informações também viabilizará o questionamento de antigas crenças e valores.
O problema reside em identificar o que convém, ante tal quadro, a um tempo perigoso e promissor.
Ressurge oportuna a reflexão de Paulo de Tarso, no sentido de que tudo nos é possível, mas nem tudo nos convém fazer.
Com horas livres e acesso à Internet, surge um mundo de possibilidades.
O homem pode se permitir as maiores baixezas nesse ambiente virtual.
Pode se viciar em pornografia, participar de conversas de baixo calão e incentivar o ódio.
Contudo, na conformidade do que decidir viver, terá consequências inevitáveis.
Caso se conecte com as faixas infelizes da vida, a cada dia mais infeliz será.
Assim, no pleno uso da liberdade pessoal, é o momento de decidir o que se viverá.
Não mais movido por convenções sociais, medo ou falta de opções.
Tudo é possível, mas convém fazer escolhas felizes e construtivas.
Instruir-se, voltar os olhos para o que de belo e puro há no mundo.
Cuidar para que as horas de folga sejam momentos de paz e aprimoramento.
Pense nisso.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 5, do livro Os mensageiros, pelo Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb
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